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Sunday, April 08, 2007

Encerramento

Hail Galerinha!

Então, encerramos nossas atividades aqui no nosso ilustre blog fofo meigo e amarelo. Preparativos feitos, estamos nos mundando para Lendas de Trevoria, um forum que basicamente vai funcionar da mesma forma, só que com mais gente e de forma mais clara. Vou sentir saudades dos Marcadores e desse layout.

Bem, vejo voces lá xD

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Alden Nightfall

Mesmo sendo bem isolada a morada do senhor Karpov, Alden fica feliz em saber que não lhes faltam conforto. Lembrou-se então do chocolate que a pequena Therine lhe entregou para a viagem. Decidiu que na próxima oportunidade entregará parte para o senhor Karpov.

— Quanto à índole, você não precisa se preocupar. Além do mais, Ashlar lembra bastante o seu primo quanto à personalidade: sincero, espontâneo e bem-humorado — responde Alden se divertindo com o interesse de Kzavier em relação ao seu instrutor. E complementa — Jamael era muito próximo de Ashlar e o apoiava em relação à Stella.

Terminando de falar, toma outro gole de chá pensativo. Stella sempre foi reservada e volta e meia sumia. Alden tem quase certeza que era sempre para resolver algo. Se era perigoso ou não, ninguém sabia. A única coisa que sabia é que ela sabia se cuidar muito bem.

— Você acha que fomos seguido, Kzavier? Será que a Stella não entrou porque desconfiou de algo?

Segurança é algo que vinha o incomodando desde o ocorrido no Templo. Mesmo depois do que a senhora Ananthiel lhe falou, para variar não temia por si, mas pelas pessoas que estavam em volta. Se até o momento a casa do herbário se manteve segura, talvez a presença deles tenha mudado a situação.

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Aileth de Leah

Aileth deu um passo para trás, afastando-se de Aëdel, constrangida. Não gostava da idéia de estar emocionalmente frágil, não num momento como aquele, e na frente daquelas pessoas. Mesmo que não se sentisse desconfortável na frente dos três, principalmente do capitão. Achou melhor voltar para dentro e tomar um banho.

- Com licença, senhores, mas vou ver se minha mãe acordou – ela fez uma leve reverência e olhou rapidamente para o familiar no colo de Kay, tentando identificar que animal era exatamente. Em seguida, deu as costas e afastou-se em direção a seu quarto.




Nossa, quase perco o deadline! Desculpa qq coisa, povo, eu sou a maaaais enrolada!

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Friday, April 06, 2007

Galdan [RP: Stella Rhez'nor]

Enquanto ouvia as palavras de Stella, Galdan ajeitou alguns fios de seu cabelo que caíam sobre a testa, jogando-os para trás. Observou enquanto ela oferecia a maçã para o cavalo e voltou a cruzar os braços.

- Talvez não se refira a mim diretamente. Mas lembre-se que fizemos essa viagem juntos, como uma equipe. Para mim, se algo lhe incomoda ou preocupa, é de meu interesse, pois eu me preocupo com você - disse o paladino, com um tom de voz um pouco mais amigável do que antes.

Stella virou a maçã algumas vezes até que o cavalo terminasse com ela. Sua expressão não se alterou por um instante sequer - parecia estranhamente distraída. Passou a mão sobre o focinho do animal algumas vezes, enquanto respondeu:

- Pois não deveria. Se estamos juntos em uma "equipe", é unicamente por causa de uma missão - desatou o nó que prendia as rédeas do animal em um galho baixo de uma árvore qualquer.- Melhor concentrar-se apenas nela.

Galdan deu um sorriso com o canto dos lábios, olhando para baixo. Balançava o pé direito sobre o esquerdo, de forma que o calcanhar do primeiro atingisse a parte de cima do segundo. As botas de metal tilintavam conforme o paladino seguia com esse movimento

- Concordo plenamente, senhorita Stella. Por isso eu estranhei o fato de você ter ficado aqui fora, e vim ver o que se passava. Mas eu vejo que não só eu perdi o foco na missão dessa vez. Seus pensamentos estão longe daqui.

- Nesse caso, melhor um só do que dois - respondeu Stella, imediatamente. Colocou o pé no estribo e impulsionou o corpo para cima, sentando-se de lado na sela, exatamente da mesma forma que fizera durante toda a viagem. Desatando um nó que ficara nas rédeas, continuou: - Se Fey...Kzavier perguntar, diga-lhe que eu logo volto.

- Aonde você está indo? - disse o paladino. Sabia que provavelmente ela não iria responder, pelo menos não da forma que desejava. Havia feito a pergunta quase que inconscientemente.

Stella simplesmente não respondeu. Sequer parecia ter pensado em fazê-lo, mesmo que fosse da forma usualmente pouco polida. Não olhou para o paladino quando o cavalo começou a trotear, e nem quando ganhou distância. Por um momento, Galdan teve a impressão de que Stella passou a mão sobre os olhos uma única vez. Logo, ela e seu cavalo dobraram à direita, desaparecendo do campo de visão do paladino.

Galdan olhou a cena com as sobrancelhas levantadas. Apesar de ter passado apenas alguns dias com ela, sentia que ela não estava em seu estado habitual. Num impulso, aproximou-se de um dos cavalos que ainda estava amarrado, mas hesitou. "Não... melhor deixá-la seguir seu caminho", pensou.

- Vá Stella. Cavalgue em seu pensamento - disse o paladino, em tom de voz baixo, para si mesmo. Deu as costas para a carroça e se encaminhou para a porta da cabana. Parou por um instante em frente à porta, fechou os olhos por alguns segundos e meneou a cabeça. Então seguiu novamente ao encontro dos outros companheiros de viagem.

Música tema para o role play: Hollow, do Godsmack

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Monday, April 02, 2007

Kaylanië Hëndeaveriel

Quando chegou perto da entrada para o jardim central, diminuiu o ritmo do passo, para alívio de Theo. Passando todo o peso do animal para apenas um dos braços, ajeitou a franja que rebeldemente ficava sobre os olhos e voltou a segurá-lo com as duas mãos. Entrou sorrindo, pois estava aliviado pelo fato de todos estarem de pé e aparentemente tranqüilos, apesar de Meerajha. Respondeu o cumprimento de Hector com outro similar, e voltou sua atenção para Aedël, respondendo-o com um sim com a cabeça. Ia fazer a mesma pergunta a todos, mas o que Hector falou pareceu-lhe mais relevante e urgente:

- Meerajha falou algo a respeito sobre “resíduos de energia” que vieram do leste e que foram para o norte... não sei do que isso se trata, mas ele também não falou nada além disso.

Enquanto isso, o rato roia alegremente o seu pedaço de pão.

- Aliás – acrescentou, olhando para Aedël, - Meerahja está preocupado com você.

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Hector Sighard

- Querena, capitão? Lorenna certamente não entrará nesse laguinho - deu um meio sorriso, enquanto olhava para a sacada. Sabia que ele estava brincando, pois Aedël era contra esse tipo de punição, mesmo quando fosse merecido. Então aquele ser também era irmão de Aedël. Curioso. Era difícil de entender como as personalidades eram tão discrepantes, sendo ambos filhos da Senhora Hëndeaveriel.

Hector franziu o cenho quando escutou a explosão e olhou para os lados, sem pressa, tentando ver algum sinal que pudesse indicar a origem do som. Quando viu que não conseguia determinar isso, olhou para Aedël, mas estranhou a sua expressão indiferente. A audição e a visão aguçada do capitão eram características famosas entre os piratas, chegando até os marinheiros da guarda costeira. Se o guardião escutara, com certeza, Aedël também.

"Talvez ele já saiba do que se trata, por isso não deu importância", pensou Hector.

Manteve-se alguns passos atrás do capitão, e fez uma leve mesura com a cabeça quando Kaylanië chegou, e levantou as sobrancelhas, levemente surpreso, ao ver aquele rato cinza e bochechudo de tamanho avantajado nos seus braços. Ficou pensando se era uma criatura criada por magia, ou se era natural naquelas regiões usar ratos mundanos como animais de estimação.

- Nem um nem outro – “depois de cinco anos no mesmo navio, se eu não tivesse me acostumado com seus uivos, capitão, já estaria morto por falta de sono”, completou mentalmente. Seria algo que falaria caso estivesse só com Aedël e com a parte da tripulação que era mais próxima. Como não era o caso, completou a frase com algo mais oportuno. – Com todos os acontecimentos de ontem, ficou difícil dormir.

Queria retomar a conversa do dia anterior o quanto antes.

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Sunday, April 01, 2007

DM - Zackie - Galdan/ Alden e Kzavier

Templo de Ciara
(Cidadela Dourada – Principado do Mel)

Dia 21 do primeiro mês do verão do ano 1005 da Dinastia Lilidriel – Final da Tarde

[Alden, Kzavier]

- Pela quantidade de mercadoria, eles devem receber clientes com muita freqüência, apesar da distância existente entre o herbário e vilas vizinhas – analisou Kzavier. – Fico pensando se não é perigoso para duas pessoas morarem sozinhas. Esse lugar é muito isolado.

Tomou um gole de chá antes de responder à pergunta de Alden. Há pouco enquanto comentava a falta de segurança do local, seu semblante estava um pouco sério; todavia, no momento carregava uma expressão divertida estampada no rosto. Ainda segurando a xícara em mãos, respondeu:

- Ah, Alden. Sinceramente? Procuro não pensar tanto. Por hora, apenas não quero ouvir nenhum uivo de dor ou algo similar. E que você não tenha que ir correndo para juntar os pedacinhos de ninguém – riu e tomou outro gole. O chá era realmente bom. O tom de voz de Kzavier denotava que estava brincando, mas havia algum fundo de verdade nos comentários. – Mas, sinceramente, eu espero que ele não tenha chance nenhuma. Não quero ter que esganá-lo se algum dia ele magoá-la, afinal, ele é meu amigo.

Ele deixou a xícara sobre a mesa e pegou outra fatia do bolo de chocolate.

- Aliás, qual é a daquele Ashlar? Você o conhece bem?

[Galdan]

Era uma maçã pequena e após tirar quatro ou cinco fatias ela já havia acabado. Stella jogou o resto longe, para dentro da floresta, numa moita, para que virasse adubo. Quando Galdan saiu do sobrado, Stella estava pegando um lenço pequeno e branco de um dos bolsos do cinturão para limpar os dedos e a pequena faca. Ainda usava aquela bonita capa que Ashlar havia posto sobre seus ombros.

Stella não olhou para Galdan quando ele saiu pela porta, ou mesmo quando fez a pergunta. Ainda olhava para frente, na direção de um adensamento qualquer da floresta. Contudo, não parecia estar olhando para algo em específico.

- Se não é com você, então eu não tenho nenhuma razão para informá-lo de meus motivos, não? – respondeu. Estranhamente, não havia a habitual indiferença fria na sua voz, e muito menos agressividade. Era óbvio que sua mente estava concentrada em algum outro assunto ou lugar. Enrolou a faca no lenço e pegou uma outra maçã. Em seguida, foi até o cavalo que montara durante todo o percurso da Cidadela Dourada até o Herbário Karpov e colocou a fruta na frente do focinho do animal, que prontamente começou a mordê-lo.

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DM - Zackie - Hector, Kay e Aileth

Na Cidade de Windanthantarië
(Coração da Floresta de Melissa – Principado do Mel)

Dia 13 do primeiro mês do verão do ano 1005 da Dinastia Lilidriel – Início da manhã

[Hector e Aileth]
Aedël esperou pacientemente que Aileth respirasse e terminasse de falar. Sorriu de forma tranqüilizadora quando ela falou que não estava em perfeitas condições para enfrentar a presença de Meerajha, e levou a mão ao ombro machucado quando a druidisa o soltou.

- Não se preocupe com isso – disse, sem especificar se essa resposta era para a reação da druidisa ou à sua pergunta. Possivelmente, era adequado às duas. Olhou para a sacada novamente. – Ele está longe de ser uma companhia agradável, de qualquer forma.

Após voltar-se para Hector, concluiu, em língua comum:
- Aplicar a querena não seria má idéia nesse caso, concorda, Sighard?

Ao longe e aumentando de intensidade a cada momento, os três escutam passos apressados. Além desse som, Hector escutou algo que se assemelhava a uma explosão. Era difícil de determinar a origem do som, e, aparentemente, logo cessou. Não poderia ter certeza se era fora ou dentro da Casa, pois o território Hëndeaveriel era extenso.

Caminhando para a origem dos passos, a expressão de Aedël não parecia alterada. Era como não tivesse escutado qualquer som além dos passos.

[Kay, Hector e Aileth]
Em pouco tempo, Kay alcançou o primeiro andar. Theo, sacolejado por todo caminho, permanecia quieto e obediente em seu colo.

Aedël abriu um grande sorriso quando vê seu irmão mais moço chegar. Parecia até que aquele momento de tensão anterior, com a aparição de Meerajha, sequer existiu. Ao chegar até o garoto, colocou a mão em sua face esquerda.

- Que bom que está bem melhor hoje, Kay – falou, em voz baixa, direcionado apenas ao garoto. Após, olhou para Aileth e Hector. - Mas o que foi isso, afinal? Vocês combinaram de acordar todos juntos? Ou fui eu que acordei vocês com o barulho do piano?

Diferente de antes, Aedël não estava mais usando élfico, mas sim a língua geral do Principado do Mel. O idioma soava estranho aos ouvidos de Aileth e Kay, mas era perfeitamente compreensível mesmo com o sotaque do leste que o capitão carregava, até porque, como Hector pôde notar, ele estava falando mais devagar do que o usual.

Aedël rolou 1d20 = 13 = 13 + (24) = 37 (Listen Check) *Success*
Hector rolou 1d20 = 18 = 18 + (8) = 26 (Listen Check) *Success*
Aileth rolou 1d20 = 9 = 9 + (8) = 17 (Listen Check) *Partial Success*
Kaylanië rolou 1d20 = 15 = 15 + (4) = 19 (Listen Check) *Failure*

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Saturday, March 31, 2007

Aileth de Leah

Aileth se assustou ao sentir o toque de Aedël, e voltou-se para ele, ainda com o olhar assombrado. Ao ouvir as palavras do capitão, fechou os olhos e deu um longo suspiro, tornando então a fitá-lo, com um semblante um pouco mais tranqüilo. Sentiu o ar mais leve, e o peso em seu coração também diminuíra. Ela olhou de relance para a sacada, e percebeu que Meerahja não estava mais lá.

- Lorde Aedël, me desculpe – ela tomou a mão dele nas suas, e a tirou de seu pescoço, mantendo-a segura entre seus dedos – desculpe por reagir tão mal à presença de seu irmão. Ele tem uma energia muito poderosa e hoje – ela fez uma leve pausa, e desviou o olhar, levemente constrangida – hoje eu acordei um pouco atormentada. Não estava em perfeitas condições para enfrentar tal situação, me desculpe – ela se voltou para ele novamente, e soltou sua mão – O senhor está bem?

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Galdan Taster

Galdan saiu pela porta devagar e apoiou suas costas na parede da frente da casa. Cruzou os braços e apoiou o pé esquerdo sobre o direito, com as pernas esticadas e levemente inclinadas pra frente. Olhou Stella com uma expressão comum, quase de desinteresse.

- Você parece pensativa, Stella. Porque não quis entrar conosco? - disse o paladino.

Galdan sentia-se relutante a fazer aquela pergunta. Ainda tentava se perguntar porque tinha saído para conversar com ela, e sabia que levaria uma resposta ácida, ou algum ferimento sério. Se perguntava também porque se sentia tão atraído, e até quando ia se sentir daquele jeito. "Provavelmente até o próximo insulto", pensou. Levou a mão ao queixo, pensativo, enquanto esperava a resposta de Stella.

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Friday, March 30, 2007

Alden Nightfall

Ao ouvir que Argus não tinha entendido a sua pergunta, no primeiro momento fica surpreso; porém, analisando novamente chega a conclusão que ela pode ser interpretada de pelo menos duas maneiras de acordo com o contexto. Alden sorri timidamente como se fosse dizer “me desculpa, eu deveria ter sido mais claro”.

Depois disto observa a conversa de Kzavier e Argus. Chega a conclusão que o seu companheiro de viagem deve também levar muito jeito com crianças. Após o gigante sair da cozinha, o jovem clérigo degusta a comida oferecida.

— Argus parece que está muito acostumado a receber visitas nesta casa. Sabia exatamente o que nos oferecer — diz Alden com tom de aprovação em relação às boas maneiras do gigante.

Vendo a preocupação de Kzavier com Galdan, Alden arrisca uma pergunta, mesmo sabendo que pode, esperando que não, vir uma resposta bem explosiva:

— Você acha que Galdan tem chances com a sua prima? Pelo que conheço da Stella, eu acho que não, mas sentimentos ninguém consegue explicar direito...

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Tuesday, March 27, 2007

Hector Sighard

Não percebeu o olhar assustado de Aileth sobre si, pois estava olhando para Aedël. Após, quando a sensação de sufocamento cedeu, Hector olhou para a sacada novamente, tentando entender o que estava acontecendo. Viu Meerahja dizer algumas palavras a Kay, e definitivamente não gostou da expressão que estava estampada em sua face. Que tipo de monstro seria? Queria escutar o que dizia, mas sua audição não era aguçada a ponto de conseguir fazê-lo.

Logo depois voltou o olhar para o capitão, e fez um sinal com a cabeça em resposta, indicando que estava tudo bem com ele também.

Só então percebeu o estado emocional alterado de Aileth, e sentiu um pouco de pena. Não fez nada a respeito, pois viu que Aedël iria cuidar do assunto. Mesmo se ele nada fizesse, Hector provavelmente também não faria, concluiu. Sabia que não tinha jeito para essas coisas e que tendia a ser mais duro do que gostaria com os outros, mesmo sem querer. Poderia até ser pior.

Olhou novamente para sacada e viu que Kay, também, não estava lá. Ficou pensando se aquele realmente seria um dos tantos irmãos de Aedël.

Se fosse, seria uma pena.

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Monday, March 26, 2007

Kaylanië Hëndeaveriel

“Como assim “algo me diz que eu não posso desperdiçar energia agora”? ”, pensou Kay, refletindo sobre as palavras ditas pelo irmão. Surpreendido, esqueceu-se até de indagar o irmão a respeito do que poderia exigir seus poderes. Tentou fazê-lo quando o irmão atravessou a porta, mas, ao perceber que não era mais possível escutar os passos de Meerajha, concluiu que já era tarde demais. Fez uma rápida prece mental à Enolla, pedindo a ela que protegesse os elfos de sua casa, e foi pegar Theo.

Não demorou a achá-lo, pois o mesmo se encontrava sobre a mesa do café da manhã, lambendo o pouco da sopa que sobrara da tigela de Kay, ignorando solenemente a pequena vasilha com sementes deixada no recanto destinado a ele. Quando percebeu o olhar do mestre, parou e limpou-se da forma em que seus primos hamsters o faziam, catou um pedaço de pão e caminhou até o canto da mesa mais próximo de Kay.

O quinto lorde pegou o animal no colo, saiu pela porta e desceu as escadarias com pressa.

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Sunday, March 25, 2007

DM - Zackie - Galdan, Kzavier e Alden

Templo de Ciara
(Cidadela Dourada – Principado do Mel)

Dia 21 do primeiro mês do verão do ano 1005 da Dinastia Lilidriel – Final da Tarde

[Alden, Galdan, Kzavier]

Kzavier também fica apreensivo, assim como Alden, quando o velho parece entristecido. Também simpatizara com ele, pois além de tê-lo achado agradável, Pizce conhecia seu primo, de quem tanto gostava. Acenou de leve com a cabeça quanto ao pedido de não interromper, e quando Galdan saiu, acompanhou-o com o olhar. Kzavier meneia a cabeça para si mesmo quando o paladino já está fora da cozinha, mas nada diz.

[Alden, Kzavier]
Argus olha para Alden como se não tivesse entendido a pergunta. Logo, o bule metálico começa a chiar e ele rapidamente o tira com um pano grosso e resistente pela alça. Leva até a mesa e preenche as xícaras de Alden e Kzavier com água. A flor seca dentro do recipiente se intumesce, ficando parecido com um cravo de cor parda. Tinha um aroma forte semelhante ao do jasmim, só que mais doce.

- Argus não entende sua pergunta, senhor – falou, um pouco sem jeito e desengonçado.

Logo, ele devolve o bule ao fogão e colocar mais água dentro. Então, começa a cortar um dos bolos – aparentemente de chocolate e outros grãos – em fatias finas. Após quatro ou cinco fatias cortadas, ele coloca o restante do bolo em outro prato e coloca o prato com as fatias entre Alden e Kzavier.

- Chocolate do sul, castanhas, coco, aveia e girassol. Pessoas da vila trouxeram. Bom.

- Obrigado, Argus – disse Kzavier, sorrindo e pegando uma fatia. – Faz muito tempo que mora com o senhor Karpov?

A pergunta era a mesma que Alden tinha feito, mas Kzavier tentou reformulá-la para que ficasse compreensível para o gigante, que obviamente tinha um considerável atraso intelectual. Por um momento Argus pareceu estar pensando, e logo respondeu, com um sorriso torto.

- Desde sempre, senhor.

- E isso já faz muitos anos?

- Sim, senhor.

- Há quantos anos você mora com o senhor Karpov?

Kzavier experimentou um pedaço de bolo enquanto o gigante travava um combate mental para lembrar da informação indagada. O rapaz perguntava de forma paciente, como se estivesse falando com uma criança de dois anos de idade. Após contar nos dedos (e se perder nas contas pelo menos umas cinco vezes), Argus responde:

- Quinze anos, senhor – respondeu, satisfeito com a atenção recebida e com o fato de ter conseguido contar. – Com licença, Argus precisa pegar lenha, já vem.

Antes de sair ele tira um pano branco que estava sobre uma larga travessa de madeira e coloca-a mais perto dos dois. Havia vários tipos de queijos de tonalidades amarelas diferentes, além de outros dois que tinham uma casca verde azulada. Ele tira uma das rodas de queijo com as mãos. Era pequena, com uns 20 cm de diâmetro, e a crosta era pipocada de ervas verdes.

- Esse ser bom, senhor Karpov fez. Já vem.

Dizendo isso, ele sai pela porta posterior. Terminando a fatia de bolo, Kzavier comenta:

- Puxa, quinze? Com certeza é alto para alguém de quinze anos – ele pegou a xícara, e olhou para a flor dentro do líquido fumegante. – Espero que Galdan fique bem.

[Galdan]

Quando chegou na parte anterior da casa, Stella ainda estava de pé, encostada na carroça, cortando a maçã em pequenas fatias para comer. Quando Galdan a olhou pela janela, parecia alheia a tudo e também não deu sinais de que havia percebido a sua presença.

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DM - Zackie - Aileth, Hector e Kay

Na Cidade de Windanthantarië
(Coração da Floresta de Melissa – Principado do Mel)

Dia 13 do primeiro mês do verão do ano 1005 da Dinastia Lilidriel – Início da manhã

[Kay, Hector e Aileth]

Meerajha não parecia dar importância ao que Kay lhe dizia e, nos poucos segundos antes do sexto lorde puxar seu braço, era bastante óbvio que estava se divertido em causar todo aquele desconforto nos outros. De fato, ser agradável não era uma característica sua – e não considerava a falta dela um defeito. O puxão repentino de Kay pareceu desequilibrá-lo por um momento, e a sensação desagradável de sufocamento que pairava sobre Hector e Aileth cedeu. Todavia, o restante do desconforto causado por Meerajha permanecia.

Aedël tirou a mão do ombro e permaneceu alguns centésimos de segundos olhando para Meerahja e Kay, enquanto suspirou uma vez, lenta e silenciosamente. Voltou sua atenção para Hector, acenando de leve com a cabeça para indicar que estava tudo bem, e logo depois para Aileth. Não se preocupou muito com o seu oficial, pois aparentava estar mais tranqüilo em relação a Meerajha do que a druidisa.

[Kay]
- Não precisava ficar tão preocupado, só estava olhando para eles – falou Meerajha, com as sobrancelhas erguidas e um ar cinicamente inocente. – Bem, “falarei” com Aedël depois. Tenho que retornar às minhas funções.

Tirou uma das mãos de Kay que estavam sobre seu braço com sua mão livre, e soltou-a para segurar o rosto dele com as duas mãos. Afastou os lábios como se fosse falar alguma coisa, mas aparentemente mudou de idéia logo depois. Soltou o rosto do garoto e começou a andar para a porta.

- Melhor você ir pelas escadas, Kay. Algo me diz que eu não posso desperdiçar energia agora. Até mais – disse, acenando sem olhar para trás. Logo passou pela porta, e o som das botas desapareceu por completo.

[Hector e Aileth]

Logo o quarto lorde saiu da sacada; no entanto, a atmosfera pesada permanecia, e não dava a impressão de que fosse se dissipar por um bom momento. Aedël andou até Aileth, e colocou a mão sobre a nuca da mesma, apertando de leve.

- Respire devagar, Aileth, isso já passa – disse, com a voz baixa e de forma paternal, olhando para seu rosto com o semblante preocupado.

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Alden Nightfall

Alden abre um sorriso quando o herbário disse que ainda se lembrava dele. Não foi por acaso que se sentiu confortável na presença do senhor Karpov, ainda mais sendo amigo da Senhora Ananthiel.

— Foi o senhor que nos ensinou a plantar e cultivar as pequenas mudas que embelezaram o jardim do Templo, não foi? Lembro-me daquela época com muito carinho — disse Alden com um sorriso que há muito não se via em seu rosto. Em sua memória, as habilidades do instrutor com plantas eram de primeira e isto o deixa esperançoso quanto a cura dos ferimentos provocados naquele ataque.

O jovem clérigo segue o herbário até a cozinha. Para ele, a casa toda é uma novidade, muito acolhedor por sinal. Não conseguia imaginar uma casa que melhor combinasse com o senhor Karpov. Pena que é muito longe do Templo. Vendo o anfitrião se sentar, Alden faz o mesmo no banco mais próximo. Quando vê a expressão de tristeza que foi surgindo no rosto do velho senhor ao ler a carta, Alden sente muito por não trazer boas notícias. Por um momento sente novamente aquela tristeza fluindo em seu coração.

Vendo o senhor se levantar, Alden também se põe em pé e acena um sim com a cabeça ao pedido de não o interromper. Sem sair do lugar, o acompanha com o olhar até o herbário desaparecer do seu campo de visão. Alden volta a se sentar depois que o Argus coloca as xícaras na mesa. Segura com as duas mãos a xícara que está a sua frente e olha com curiosidade o seu conteúdo. Depois volta o seu olhar para o gigante:

— Senhor Argus, faz muito tempo que está nesta casa?

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Saturday, March 24, 2007

Galdan Taster

Galdan estava estático. Só havia reparado que Stella havia ficado do lado de fora quando Karpov comentou sobre ela, e desde então, ficou observando-a através da janela. Quando o velho os guiou para a cozinha, o paladino por um instante relutou em sair dali. Logo saiu do lugar, acompanhando os outros, ainda de braços cruzados e com um ar pensativo. "Porque ela se isola dessa forma? Parece que tenta evitar qualquer contato com alguém que não tenha intimidade com ela", pensou.

Na cozinha, ficou sentado observando o velho Pizce e ouvindo as suas palavras, mas com a cabeça em outro lugar. Quando este se retirou para o laboratório, Galdan olhou Kzavier e Alden, e logo depois Argus. Se levantou devagar e andou em direção à porta.

- Com licença, meus amigos. Eu já volto.

"Por mais que eu tente me concentrar completamente na minha tarefa...", pensou Galdan, enquanto se retirava da cozinha. Se encaminhou de volta para a entrada da casa, passando antes em frente à janela, e observando se Stella ainda estava na carroça. Queria conversar com ela, apesar de saber que não receberia respostas calorosas ou educadas. Para ele, realmente não importava.

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Aileth de Leah

Aileth sentiu uma leve tontura, e apoiou-se na parede externa do quarto para manter-se ereta. Sentia seu coração abalado, de forma semelhante ao que acontecera quando acordara, e levou a mão ao peito, sentindo as batidas rápidas. Procurou com o olhar a fonte daquela energia poderosa, e, depois de perdê-lo algumas vezes pelas árvores e caminhos do jardim, fixou-os no elfo que estava ao lado de Kaylanië.

Era difícil manter os olhos nele. Difícil demais.

Aileth observou-o durante pouco tempo, desviando o olhar ora para o chão, ora para qualquer outra direção, e reparou em seus trajes e no olhar endurecido que fixara para Aëdel. Pensou então que alguma coisa anormal estava ocorrendo entre os dois, e lembrou-se das palavras de Aglaia sobre o filho de Danikalië que tinha prováveis poderes psíquicos. Se aquele fosse de fato a quem sua mãe se referira noite passada, aquela era uma verdade terrível.

Olhou ao redor, e encontrou Hector a poucos metros dela. Manteve, então, os olhos azuis arregalados presos nele, numa esperança irracional de que se ignorasse Kayalanië e seus irmãos, a sensação ruim que inundara seu peito se dissipasse.